Inconformada com a atitude daquele monte de "patricinhas", lá fui eu no dia seguinte, na hora da entrada esperar cada uma delas passar por ali para eu aborda-las.Falei com uma a uma, em alguns casos consegui comover e convencer a devolver os pertences, em outros casos convenci a cidadã a comprar o que havia pego e na pior das situações quase apanhei de uma barraqueira que me insultou, falou que não devolveria nada e que se ele não quisesse ser roubado que não tivesse deixado a banca dele abandonada. (ignorante e ladra)
No dia seguinte eu já estava com quase todos os pertences em mãos e levei para o Duende. Ele se emocionou, me agradeceu e disse que eu era uma fada que havia caído no céu na vida dele, e passou a me chamar só de fada.
Nossa amizade cresceu, nos encontrávamos sempre pela Paulista, tomávamos cerveja juntos, enfim. Ele passou a me adorar e eu já o adorava. Sentia um enorme carinho por ele.
Um dia ele me ligou e disse que queria me encontrar para conversarmos. Já fazia meses que não nos víamos.
PS: Ele já não ficava mais na porta da faculdade, então não nos víamos todos os dias, quando queríamos nos ver tínhamos que marcar.




(com essa letra feinha mesmo, como eu imagino que seja a letra dele de verdade)










